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domingo, 23 de dezembro de 2007
Liga PEPT @ Espinho
12º lugar, AA < KK aka AA gets sucked out by KK @the river aka ... "porquê sempre tão perto, sempre assim (main event ITM QQ < A10)?"

Nada mais a dizer sobre este torneio.
 
posted by oversleep at 07:01 | Permalink | 0 comments
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Resumo Solverde Main Event
Não sei se é bom ou não, mas ultimamente sempre que saio de um torneio quer seja em 2º, em 10º em 26º ou em último saio frustrado.
Essa frustração felizmente, não tem estado normalmente associada a más jogadas que fiz ou a jogadas que sinto que deveria ter feito diferentes.
Está sim associada a um objectivo não cumprido, objectivo esse que é ganhar.
Tal como em muito do que faço, sempre me impus objectivos exigentes, o que, vendo pelo lado positivo, tendo objectivos altos e metas difíceis, tudo se torna tão mais interessante.

Pequena entrevista após a saída.



Well, quanto ao torneio, antes de mais, a estrutura.
E como tudo é diferente assim...
Níveis de maior duração, 45 minutos, começando com 160 blinds, algo mais deep, tão mais "poker" que passa a existir num torneio.
Torna-se muito mais notório o edge que o bom jogador tem sobre o mau jogador, e é reduzida a relevância do factor sorte em larga percentagem.

Quanto ao meu torneio, fiquei ITM em 26º ou 27º lugar (240 jogadores) dando este lugar 580€ aproximadamente, mas, tal como disse acima, soube a muito pouco, já que estava a jogar para ganhar e pela forma como todo o meu torneio se desenrolou, sinto que foi um pouco inglório e injusto ter saido já tão perto do fim, premiado com mais algumas bad beats.

Primeira mesa do torneio foi uma mesa onde, felizmente, permaneci praticamente todo o torneio, o que para mim é sempre muito positivo, já que o meu jogo se baseia muito em jogar os jogadores utilizando a informação que me disponibilizam. Cada mudar de mesa para mim é um passo atrás normalmente e implica sempre um voltar ao "profiling stage".
E ali, naquela mesa, tinha "linhas e linhas de texto" com notas sobre toda a mesa. Desde o que significavam os padrões de apostas de cada jogadores aos tells físicos passando pelo significado do chat de cada um ou até alguns pequenos "dados pokertracker" (reforço o entre aspas) como o VPIP, PFR, AF ou % d cbet por exemplo... se bem que estes dados... menos precisos obviamente... :) apenas aquilo que a minha BD mental conseguia guardar. :)

Comecei mal o torneio, não por minha culpa, mas por culpa de 2 mãos no river onde bateram os draws de jogadores que os perseguiam (sem odds), danificando logo na fase inicial a minha stack.
Tendo a consciência que a estrutura era deep e que ainda tinha muitas BB's à minha disposição não desesperei e reconstrui a stack a aproveitar as oportunidades que me foram surgindo utilizando toda a informação que recolhi na fase inicial do torneio sobre os jogadores da mesa.

Consegui nesta fase ganhar bastantes fichas em potes sem showdown, o que para mim é algo fundamental. A nível de mãos que chegaram a showdown tive um KK que perigosamente foi called por 3 jogadores, mas numa ragged board acabei por ir allin contra um jogador com um PP+draw e a mão aguentou, tive um trio de 666 no flop quando estava um pouco mais short que me permitiu recomeçar a recuperação e o meu primeiro par de AA em toda a season solverde, 11 torneios e não tinha tido uma única vez AA até ali.
Mostrei apenas uma mão num resteal préflop ao Zarabatana, jogador que estava em modo Bully da mesa, e que, em mais uma tentativa de roubo de blinds com raise para 1200 no nível 200/400, lhe fiz um reraise para 4100 com 105off e mostrei num dos raros spots onde o faço, após ele foldar, tentando desta forma impor algum respeito ao jogador e à mesa, de forma a que controle os índices de agressividade, e assim foi.

Senti-me muito bem na análise da mesa, estava constantemente a ler o que se passava mesmo em mãos onde não estava presente, e por mais de uma vez, no meu pensamento, acertava quais as mãos dos meus adversários. Uma dessas vezes revelei a minha read à mesa numa mão onde nem sequer estava a jogar, dizendo ao Nsemog que ele tinha 99, após ter ganho a mão no flop...preparava-se para fazer muck, mas, surpresa(ou não) ele mostra-me 99 com um sorriso, presenteando a minha boa read.
É sempre bom estarmos a ler bem o jogo, os jogadores e a mesa, para além da própria informação que estamos a obter, aumentam largamente os nossos índices de confiança.

Mantive um controlo muito rígido da minha stack e relação com as blinds/antes e a gestão foi praticamente perfeita, nunca me tendo deixado chegar a ficar com menos de 10 blinds.
Levei a minha primeira e importante bad beat da noite de sábado com um AK que é cracked por um A7, que faz flush logo no flop. Perdi uma race também nesta altura com JJ contra AQ, mas mesmo assim, subindo os índices de agressividade consegui restituir a minha stack e torná-la saudável.



Uma das mãos mais interessantes que tive no torneio foi já quando estavamos perto dos 30 finalistas e foi, para mim, um momento de belo poker, e acima de tudo, de Meta-Game.
Trata-se de uma mão onde, após ser anunciado que é a última mão antes do break, vejo 2 jogadores à minha esquerda já preparados para abandonar o lugar dando-me desta forma indicaçoes que vão foldar as respectivas mãos, ora decidi aqui que iria tentar levar as blinds com quaisquer duas cartas (já que faltavam depois desses dois jogadores mais o button e blinds).
Nível 2000/4000, faço raise para 11000, os dois jogadores + zumy foldam e Borja(jogador espanhol que já ganhou 1 etapa da Solverde Season) faz call na SB, BB folda.
Tenho A4off e após ter feito este raise fico com 60k aproximadamente atrás.
Pelo que conhecia do jogador este call indicava-me uma mão média que não era suficientemente forte para um re-raise, Ax, KQ,QJ,J10,Q10 type of hand.
Flop vem AJ2 com 2 ouros... e ambos fazemos check... decidi aqui não fazer a cbet... porque me parece que aqui ele está à espera da mesma uma grande percentagem das vezes e sinto que, adiando a aposta para o turn, lhe estou a dar uma oportunidade adicional de me bluffar e pensar que eu não tenho o A. De qualquer das formas sei que corro alguns riscos estando a oferecer um turn de borla ao jogador, mas senti que aqui este risco era mais importante para dar-me a possibilidade de ele me oferecer a stack baseado numa má leitura da minha mão.
Turn vem um 7 e ele faz uma aposta de 10000 e, tal como muitas vezes faço online, anunciei allin mais rápido que me lembro de fazer, completamente insta allin, ele ainda nem tinha posto as fichas no meio da mesa.
Gostei da reacção dele, mostrou surpresa e uma cara algo preocupada... com a agressividade/velocidade do meu movimento.
Ora aqui acontece um momento deveras interessante de puro Meta Game onde ele... me vira uma das suas cartas mostrando um Ás, ora, praticamente com a mesma velocidade instantânea com que anunciei o allin peguei na minha carta esquerda que sabia que era o Ás e virei também.

A velocidade e segurança com que o fiz são deveras preocupantes para o jogador que está no lado de lá, eu no lugar dele ficaria também com medo. A segurança e a agressividade que demonstrei foi demasiada e, estando para mim perfeitamente claro qual era o objectivo dele mostrar o Ás, sei o quanto de importante foi a agressividade deste movimento.
Ele pretendia por um lado mostrar-me que não estava a apostar sem nada, e por outro tentar obter alguma reação da minha parte, já que, nitidamente ele aqui não tinha um kicker forte, com mãos do género AK, AQ,A10 provavelmente teria feito reraise pré-flop, com A2, AJ,A7 teria dois pares e faria insta call, logo aqui eu sabia que ele tinha um kicker frágil... mas, muito importante, certamente melhor que o meu... já que o meu era o segundo pior kicker possível para aquela board.
Desta forma eu sabia que precisava de o obrigar a foldar uma mão que vi logo instantaneamente como superior à minha, e não fosse a velocidade com que processei esta informação e com que agi, talvez tivesse perdido a mão ou até empatado.
Não demorou muito a ele foldar a mão, e acabei por lhe mostrar que tinha sido owned, atirando-lhe o 2º pior kicker possível para o centro da mesa.

Foi um momento deveras interessante de poker, e, tal como acabei por conversar posteriormente com ele, ambos concordamos que foi um momento bonito de poker, de parte a parte, puro Meta Game.

Umas mãos depois acaba por rebentar a bolha e estou nos 30 finalistas.
Mas não chega isto, o pensamento continua a ser só um, ganhar.

Dia de domingo, foi tão rápido como inglório, injusto como frustrante.
Estou com 61k fichas no nível 2.5k/5k (tinha recuado) e 3ª ou 4ª mão na mesa e recebo QQ, allin de um jogador com 24 ou 25k, easy move here, Re-raise allin para isolar... ele mostra A10, e sei aqui que um Ás já está fora, desta forma ele está drawing para 2 outs, e um deles aparece logo no flop.
Que sensação tão grande de injustiça... no dia anterior tinha levado já uma bad beat tão dura e mesmo assim recuperei... esta aqui já era demais para aguentar... destruidora.
Fico short, e sem mãos, e, quando chegou à última posição antes de pagar as blinds, UTG, tenho exactamente 20k fichas... e não posso deixar passar as blinds e então vou allin com a mão que me aparece, Q2, já que, desta forma ainda consigo afastar mãos marginais, e só sou chamado por mãos médias/boas... algo que não aconteceria se deixasse passar as blinds e a minha stack fossem apenas 3 blinds ou menos.
Sou called por duas mãos legitimas, 88 e AQ... e sad news... tou fora.

Que frustração tão grande... sim, por muito que se tome as decisões correctas, é sempre fundamental ter a estrelinha nos momentos certos... e, para meu pesar, essa estrelinha não esteve comigo em dois momentos fundamentais onde fui premiado com duas bad beats que me tiraram a possibilidade de chegar mais longe.
Senti mais uma vez uma confiança absoluta nas decisões que tomei e nenhuma deles seria alterada após uma análise posterior.



À parte deste torneio, sinto actualmente uma confiança enorme no meu tournament poker, e tenho tido alguma reflexão sobre a minha forma de jogar e acima de tudo sobre a imagem que transmito à mesa.
O meu jogo é bastante complexo e considero-o dificil de catalogar, já que passa por vários "switching gears" que são totalmente imperceptíveis para quem está a ver.
É bom ver que raramente que está de fora percebe o que estou a fazer.

Há uns dias, o policy10 jogador que actualmente para mim mais se aproxima a um "poker buddy" (já que por ai anda essa discussão) e com os quais tenho discussões e abordagens alternativas bastante interessantes, disse-me algo que, por apesar de "ao de leve", me fez reflectir um pouco.
Já agora esclareço que este jogador é alguém com quem falo bastante sobre o jogo e cuja filosofia, ideias e opiniões normalmente tendem a convergir com a minha, temos normalmente opiniões bastante similares e normalmente convergimos para uma concordância em muitos dos assuntos relacionados com poker.
Para além disso não escondo que é um jogador que respeito e admiro, sendo esse respeito e admiração, segundo penso, mútuo.

Ora, estavamos dessa forma a jogar em minha casa, numa sessão conjunta que fizemos, ele em sits e eu em MTT's, eu a acompanhar o jogo dele e ele a acompanhar o meu, e no momento em que ia colocar online uma Hand History da minha bad beat final numa das FT's que fiz nesse dia, ele pensando que eu ia colocar uma das várias mãos importantes que tinha jogado alertou-me sabiamente "Não ponhas essas mãos online, não mostres o teu jogo!"...
Depois de perceber que apenas era a fatidica mão, "concordamos" que não era problema. :)

Ora, este momento, estas sábias palavras fizeram-me pensar um pouco e associar isto que falamos a vários resquícios de conversas que vão surgindo com outros jogadores onde, vejo, sinto, e acima de tudo... SEI... que não conhecem o meu jogo por dentro.
É habitual ouvir opiniões tão divergentes como "Hoje estás muito agressivo!" ou "Estás a jogar muito tight!" ou "Estás a raisar todas as mãos" ou "Parece que tens sempre AA" ou "Lá vem o Re-raise dele com lixo", ou por exemplo a tentarem descobrir pós flop nos meus movimentos algum tipo de padrão e read ... associando a leituras de padrões genéricos que a maioria dos jogadores faria quando no meu caso nada dessa "generalização" se aplica.

Ora, apraz-me saber que o meu jogo é tão dinâmico, parametrizável à medida dos jogadores e dos contextos e constituido por tantos switching gears por exemplo ao longo de um torneio que é deveras complicado de ler ou analisar.
Normalmente remeto-me um pouco ao silêncio ou sou evasivo quando vejo opiniões sobre o meu estilo ou sobre a minha forma de jogar, porque, acima de tudo, praticamente sempre, estão erradas, imcompletas, imprecisas ou reflectem apenas uma pequena percentagem do todo, todo esse que ninguém conhece.
Não é que seja esse o objectivo primário, a imprevisibilidade, não o é, mas que ela está lá, está.

Desta forma, e, como este é um jogo de informação, é bom sentir que a informação que transmito para o lado de lá é tão difusa, tão imperceptível, tão mal interpretada.
É muito bom isso, na minha opinião, e espero que assim se mantenha por muito tempo.

Tks policy for your words... foram simples mas bastante úteis e, em conjunto com outros "dados", fizeram-me reflectir um pouco sobre este assunto que me ajudou bastante na consolidação do meu jogo.


;)


P.S.: Congratz Felix pela vitória e Zumy pelo 2º lugar. ;)
 
posted by oversleep at 13:12 | Permalink | 7 comments
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Solverde Main Event
Ora ai está, próximo fim de semana, main event da Solverde Season.

Motivação em alta, prize pool muito interessante, estrutura melhorada, condições reunidas para um grande torneio de poker.


Good luck me & all my friends.




P.S.: Promo Video by Nya-Mike - You rule.
 
posted by oversleep at 18:06 | Permalink | 0 comments